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Exposição Star Wars (Brasil – Bienal)

Coluna ESPECIAL Take 327: Exposição Star Wars (Brasil – Bienal)”. Coluna de Carlos Campos para o site “Claquete Virtual”, 2008.

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Levei uma hora e meia de busão São José dos Campos-Sampa, mais 10 minutos de metrô – uma paradinha para o almoço leve – e outros tantos segundos infindáveis de táxi. Até chegar (finalmente) ao “grande evento”. Na porta dele, óbvio, um vigilante Stormtrooper apontava seu blaster contra os visitantes, “armados” de celulares e potentes máquinas fotográficas – a multidão agromerada assistia a (insólita) cena com absoluta curiosidade, também pudera, não é sempre que vemos um “soldado de elite” do “Império” na entrada do Ibirapuera. Essa – calorosa – recepção apenas se fazia como (ligeira) solenidade – a aventura em si começava da porta pra dentro, liberando o pobre “soldado” para ir ao banheiro (sério!). Mesmo fervendo num sábado gostoso e propício para passeios, a fila para o ingresso andava fácil-fácil, encurtando a expectativa dos redundantes amantes de Star Wars, ávidos em desfrutar da “Exposição Oficial Brasil”, uma mostra muito esperada, com a promessa de centenas de itens originais, e outras tantas curiosidades que fizeram (uma boa parte) da importante história deste grande-apaixonante “clássico” da Sétima Arte.

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Deixar 30 pilas na bilheteria parecia salgado. Até porque, (de cara) uma lojinha de vil bugigangas já fazia o bolso de qualquer geek “coçar” de curiosidade consumista. Passei batido para não ter que perder os rendimentos de dois anos e meio, melhor nem entrar num lugaresco desses, concluí (muito) precavido. Ao lado, um telão apresentava a presente empreitada pros brasileiros, com música tema de John Willians e caracteres estilo abertura de Guerra nas Estrelas – pensados para entrarmos no clima. Caso a taquicardia permanecesse baixa, uma surpresa elevava os batimentos cardíacos dos transeuntes de segundo nível, R2-D2 postava-se à frente, na cabeceira da Jedi Starfighter utilizada por Anakin Skywalker no “Episódio III”. O símbolo de uma geração de Jedimaníacos fazia as honras da casa, apropriadamente, afinal de contas, quem não adora o simpático R2, ein? Partindo dele, prosseguia um corredor recheado de ilustrações e informativos sobre o riquíssimo universo criado por George Lucas em 1977. Imediatamente, era possível notar os magnânimos traços característicos de Ralph McQuarrie, o principal ilustrador da antiga/sagrada trilogia e de Doug Chiang, assumindo posteriormente-simbolicamente o “cargo” nas respectivas três películas contemporâneas). Haja coração, meus caros jedimaníacos!

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Bifurcados nesta muvuca sci-fi/fantasy, grupos de admiradores – devidamente fantasiados/caracterizados – cruzavam os salões, espaçosos e comportando (bem) a quantidade imensa – só que controlada – de pedestres. Caminhando alguns metros, o primeiro salão (de muitos) se abria para mostrar o grosso das peças trazidas pela Lucasfilm. Antes de notarmos (emocionados) qualquer uma delas, uma pequena frustração se evidenciava (como alertado pelos caras que fizeram este – mesmíssimo – percurso, anteriormente), a baixa iluminação do local – e os vidros protetores reflexivos – (quase) impossibilitava tirar fotos descentes – e nítidas – de tudo. Um pecado. Isso sem contar a falta de pilhas decentes na humilde “máquina digital” emprestada, uma desgraça corrigida pela venda das mesmas na lojinha mais próxima – já citada acima (algo me diz que os organizadores faturaram muito com esta “sacada”, duvido ter sido o único a ter tido esse tipo de problema emergencial). Se conseguir uma foto que mostrasse as figuras (em meio ao breu) sem estragar a imagem (borrada pelas fortes luzes de neon) constituía-se em um desafio – somente – sanado pelos dotados da “Força”, as andanças entre os duros pedestais brindados compensavam (tamanho) infortúnio. Rapidamente, eu acrescentaria. A questão, então, era aproveitar e não perder nenhum destes – inúmeros – mimos. Imperdíveis, sobretudo, para aqueles que já gostam do assunto. Em qualquer nível de fanatismo.

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O público parecia enfeitiçado, perdido alegremente no meio de tantos bonecos, vídeos e desenhos estampados. Tudo parecia pedir nossa atenção, limitada e incapaz de dar atenção a tudo, simultaneamente, como gostaríamos. Dava (até) para se perder indo/vindo depressa demais. Cuidadosamente, correndo cada milímetro de chão, fui sendo arrastado para os bastidores da comentada Space opera, olhando maquetes, naves, alienígenas e figuras super conhecidas. Chewbacca estava lá, ao lado de Han. Inseparáveis, de fato. Pequeninos Droids da Federação eram rodeados por crianças de idades variadas. Um Clone Trooper era admirado por uma inocente menininha: “Que robozinho bunitinho” ela dizia, para gargalhada dos pais – e ouvintes atentos. Em tamanho natural, alguns veículos se espalhavam pelos becos, implorando para invadirmos o – lacrado – recinto (desativarmos o sistema de segurança) e sentarmos nestes cockpits tentadores e proibidos. Outros motivos para pequenos delitos eram as inúmeras TIE Fighters e X-Wings (na verdade em seus modelos diferentes, como a lúdica TIE Bomber), lindas de morrer e infinitamente melhores (claro) do que as cópias de brinquedo que meus amigos de infância guardavam rigidamente – sem me deixar tocá-los. Imaginem então, o desespero que era ver a Millenium Falcon, lá paradinha, a poucos centímetros de nerdistas enlouquecidos com a complexidade de suas linhas/detalhes. Alguns deles ofereceriam órgãos vitais em troca dela, pra babarem novamente no conforto de casa, eternamente. Ou (no mínimo) trocariam um pulmão pelo conjunto AT-AT + Star Destroyer, carregando uma carga imensa de saudosismo em seus estandes particulares.

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Nos vários manequins, notadamente, dezenas de (belíssimas) roupas da rainha/senadora Amídala espalhavam-se pelos lados opostos de uma longa parede, antes disso, um – singelo – figurino da Princesa Léia contrastava com a fartura (absurda) de vestimentas criadas para sua “mãe” nos filmes mais recentes da saga. Nesse âmbito, a cada quadro, monitores mostravam seqüências referenciais e painéis ilustrativos – despejando incontáveis “desenhos conceituais”, para delírio dos fanáticos por livros estilo “Art of Episode I”. Juntavam-se aos uniformes principais, outros tantos (ditos) secundários, como o famoso “piloto rebelde” e ademais tipos de Troopers. Contudo, dentre eles, indubitavelmente, destacava-se bastante a viceral – fenomenal – armadura Mandaloriana (!!!) de Boba Fett – imponente enquanto Bounty Hunter – extremamente detalhada. Perdendo apenas para o brilho emanado por C3-P0, tão querido quanto sua pequena “contraparte” astromecânica. Colocado despojadamente ao lado do parceiro – e quase soltando falas “Oh my…”, Threepio era extremamente assediado – com justiça – pelos marmanjos (aka babões veteranos), além de fazer a contagiante alegria da criançada…

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Indo para a saída, uma fila enorme se formava para as aulas Jedi, permitidas – somente – para jovens Padawans (druga…), conduzindo os frustrados aspirantes do Templo para a masmorra secreta e detentora de Darth Vader – requisitadíssimo pelos fotógrafos e seguidores do Lado Negro – engraçado que, cruzando o salão, na outra ponta, um Yoda holográfico parecia contrapor o maligno Lord. Aparecendo para nosotros como a fantasmagórica forma espírita vista no final de “Retorno de Jedi”. Entre eles, no meio das instalações, um arsenal de armas (e sabres!) parecia pedir por uns tiroteios temáticos de Paint Ball, com as bases marcadas pelos representantes do Bem X Mal. Antes de deixar o prédio, era obrigatório (re)repassar e olhar – novamente – cada lapidar elemento deixado pra trás. Ok. Faltaram algumas coisas (cadê a Estrela da Morte???), todavia, a experiência fora ótima, posso dizer, para cada um dos agraciados fãs que estiveram andando pela – inusitada – Bienal. Ver de perto estes caríssimos utensílios, “brinquedinhos” conhecidos das grandes telas e importantíssimos na consolidação de “Star Wars” no seio da cultura mundial, valeu tanto quanto uma sessão única destes longas, os mesmos, absolvendo cinéfilos para dentro da tal “galáxia muito, muito distante” – um mundo longínquo que (momentaneamente) ficou pertinho (como nunca) dos gratos participantes deste fascinante “museu” cinematográfico (e itinerante).

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Que a força esteja com vocês, hoje e sempre!

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