Sessão de DVD’s – A queda e o levante do ‘Survivor Horror’ espacial

FILME: Dead Space: A Queda (Dead Space: Downfall) EUA, 2008 – Animação – 74 min. Resenha de Carlos Campos para o “Claquete”, 2008.

Divulgação

Com os avanços tecnológicos obtidos nas novas gerações de videogames, os jogos, cada vez mais, adquirem ares de filmes, quando se propõem para tal. Com tramas complexas e efeitos especiais super condizentes com os – suntuosos – blockbusters norte-americanos. Assim, fica fácil entender o levante atual de produções que deixam os consoles para (também) freqüentar as telonas. Adaptações que infestam a Sétima Arte tanto nos cinemas quanto na confortável arena do Home Theater. “Dead Space – A Queda” nasce deste fenômeno migratório, acrescentando uma boa “novidade” ao – vasto – multiverso de “games cinematográficos”.

Saindo diretamente em DVD (lá nos EUA e no Brasil), o desenho não só se baseia no título homônimo (lançado há pouco tempo para PC, X360 e PS3), como apresenta uma história que antecede a jogatina, criando uma trama que passeia pelos momentos anteriores ao início do Survivor Horror criado pela Eletronic Arts – a principal software do mercado. Na verdade, a animação se encerra exatamente na cena em que os gamemaníacos assumem o controle, literalmente. Entregando todos os detalhes que permeiam o conto eletrônico, uma mistura de ficção científica espacial (iniciada na descoberta de uma peça “alienígena” ao estilo do “Monólito Negro” encontrado em “2001 – Uma Odisséia no Espaço”) com uma jogabilidade/cenário que segue um gênero fundamental – no formato de “Resident Evil” – extremamente popular: os contos de terror. Onde o grande desafio é sobreviver ante as dantescas criaturas que manifestam esse “pesadelo bizarro”, neste caso, ambientado no (frio & mortal) espaço sideral.

Com o intuito de apresentar o conteúdo para os novatos (que não precisam “jogar o original” para acompanhar a película precursora) e aprofundar algumas passagens “de fundo” para os viciados no assunto, que provavelmente já debulharam “Dead Space” inúmeras vezes, “A Queda” entrega a sangria que caracteriza sua contraparte nas diversões eletrônicas. Valorizando um festival de dilacerações e carnificinas “tipo B” não indicado para os expectadores desacostumados (ou arredios) as temáticas violentas (aka aterrorizantes). Obviamente, o impacto destas seqüências “Gore” termina relativamente amenizada pelo simples fato de não serem “filmadas” em live-action, todavia, a quantidade (farta) de sangue “2D” (menos real que o 3D usado “in game”) escorrendo “gratuitamente” pelo écran potencializa tamanha matança (desenfreada), deixando-a quase repulsiva para os públicos sensibilizados por ela. Um conjunto que, evidentemente, fará a alegria dos admiradores hardcore, sedentos por tiroteios nauseantes (pensadamente estimulados pela direção do especialista em efeitos especiais, Brent M. Bowen – de “Speed Racer”).

Doravante, carregar um defeito compartilhado pelos ademais produtos ligados aos videogames: no final das contas, fica mais divertido jogá-los do que assisti-los. Pela própria natureza do conjunto, que gratifica aqueles que adentram na imersão propiciada pela interessante ambientação, esta, “interativa”, sobretudo, na pele do “personagem principal”, algo só possível no jogo, evidentemente. Onde assumimos uma posição menos passiva frente aos “arrepios” que se intensificam, exatamente, quando agimos por conta própria, enfrentando nossos “medos pessoais” a cada cantinho que cruzamos ao longo das apavorantes fases em CGI. Efeito prático virtualmente impossível de ser recriado em termos filmológicos. Por isso, o desenho animado em questão limita-se a referencias, mostrando, por exemplo, o “sistema de batalha” do game, privilegiando o desarme locomotivo das atacantes (atirando nas pernas para imobilizá-los antes de exterminá-los), além de reafirmar os designs utilitários das armas, itens e localidades. Sem contar as aberrações… Tudo ripado do atmosférico “Dead Space”, cujo longa-metragem transforma-se num suvenir adequado para os admiradores da elogiada nova obra desenvolvida pela competente EA.

Extras

O material adicional de “Dead Space – A Queda” é bastante pequeno: uma cena excluída, códigos secretos (para os jogos) e galeria de imagens. Apenas.

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