Maratona de Animes Vol. XIII – Sessão DVD’s: “Cavaleiros do Zodíaco: O Filme – Prólogo do Céu”

FILME: Cavaleiros do Zodíaco: O Filme – Prólogo do Céu (Saint Seiya: Tenkai-hen Josô – Overture) Japão, 2004 – Animação – 83 min. Resenha de Carlos Campos para o site “Claquete Virtual”, 2008.

Divulgação

“Os Cavaleiros do Zodíaco” foi uma febre instantânea que permeou os anos 90 com vigor. Exibido primordialmente pela extinta “TV Manchete” (em 1994), o debute dos “Cavaleiros de Atena” alavancou a audiência da moribunda emissora, desempenhando um papel importantíssimo na disseminação (e posterior invasão) dos animes/mangás no Brasil – e em outros tantos lugares, vale ressaltar. Levante mundial que propiciou o pronto renascimento da série no Japão. Extinta há tempos em solo nipônico, “Saint Seiya” (como é chamado por lá) voltou a ser produzido – após longa ausência – devido ao incrível (e tardio) desempenho internacional (o desenho começou na televisão japonesa no distante 1986).

Um “resgate” que criou as condições necessárias para a Toei Animation apostar no reaparecimento dos “Cavaleiros” em 2002, através de OVAs (Original Vídeo Animation) sobre o conto “Hades”, evento extraído diretamente do original em quadrinhos, este, criado por Masami Kurumada em 1985. Bem-recebido pelas platéias internacionais, a primeira etapa do projeto (“Santuário”) incentivou os realizadores a produzir este longa-metragem, “O Prólogo do Céu”, em seguida – mostrando um Seiya em estado catatônico (e possivelmente amaldiçoado), entretanto, ainda vivo, depois de sua suposta “morte” nos “Campos Elíseos” (ou seja, o filme entrega um pedaço significativo do “the end” mostrado nas telinhas). Seguindo as tradições, “O Prólogo” apresenta uma trama comum aos especiais (incluíndo o longa “A Lenda do Defensores de Atena”) protagonizados por Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki: Deus maligno rapta Saori Kido (Atena) e o restante da trama se desenrola enquanto seus protetores tentam resgatá-la.

Com roteiro de Kurumada em pessoal (algo inédito), a película tem um teor mais “adulto”, como a assustadora cena onde os Cavaleiros de Ouro são “punidos” e os takes que exploram os corpos (prestem atenção, Otakus de plantão!) de Shina e Marin, porém, o conjunto geral parece transcorrer num ritmo mais frio e contemplativo do que se compararmos com a dinâmica (mais frenética) da obra televisiva (cheia de lutas e dramalhões exageradamente divertidos). Centrado em Pégaso (e relegando consideravelmente os outros personagens, que aparecem minguadamente), a história apresenta dois novos opositores ao “Santuário”, Artemis e Apollo, que pretender destruir os humanos – em castigo as afrontas destiladas pelos “mortais” diante das ininterruptas intervenções divinas. Um enredo que curiosamente termina de forma absolutamente abrupta. Onde só podemos “imaginar” o que rolou após seu “clímax” (aka encerramento). Assim, “O Prólogo do Céu” desponta num “prólogo” realmente, não via um epílogo de “Hades” como o público esperava, a princípio, ou seja, a julgar pelo próprio título adotado e por como as coisas foram conduzidas, tudo indica (apesar de não haver nenhuma confirmação oficial) que a fita se transforma numa “abertura” para uma fornada extra de aventuras (“Céu”, seria?).

Doravante, o fraco resultado nas bilheterias (sobretudo orientais) parece ter emperrado as coisas. Notem que o diretor Tomoharu Katsumata (que exercia o mesmo cargo nos OVAs) foi substituído nas fases complementares do programa (dizem que por pedido do próprio Masami, que teria ficado descontente com os resultados apresentados pelo cineasta em “O Prólogo do Céu”). Inferior em conteúdo e condizente tecnicamente com a – belamente animada – “Saga de Hades”, a citada empreitada cinematográfica funciona para os fãs assíduos apesar dos diversos equívocos narrativos, demonstrando que “Os Cavaleiros do Zodíaco” regressaram com o mesmo carisma ressaltado quando surgiram, décadas atrás. Elevando seus cosmos com a primazia daqueles que já superaram barreiras e desafios amplamente superiores aos “problemas” que aparentemente “condenam” o futuro de seus – irresistíveis – desenhos contemporâneos.

Extras

O material bônus de “O Prólogo do Céu” resume-se a uma entrevista e um making off sobre a dublagem em português, que (por sinal) marcou época no ramo, colocando seus lembrados responsáveis/atores num alto patamar de reconhecimento público – algo até incomum para os dubladores tupiniquins. Todavia, “Cavaleiros do Zodíaco” merecia alguns itens mais encorpados.

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