Sessão de Cinema – ‘Disaster Movie’, o pior filme da história?

FILME: Super-Heróis – A Liga da Injustiça (Disaster Movie) EUA, 2008 – Comédia/Paródia/Catástrofe – 90 min. Resenha de Carlos Campos para o site “Claquete Virtual”, 2008.

Divulgação

Vamos direto ao ponto, “Super-Heróis – A Liga da Injustiça” é um filme no mínimo tenebroso. Uma vergonha completa para seus realizadores e um sacrifício incomensurável para todos os que (ainda) tiveram que pagar ingresso para assisti-lo, infelizmente. Com o perdão do trocadilho (tão péssimo quanto o próprio longa-metragem), “Disaster Movie”, o nome original desta joça, traduz muito bem o que a empreitada representa: um desastre cinematográfico de envergadura máxima.

Não, não estou sendo amargo ou exigente demais. Tampouco faço propaganda negativa contra o cinema. Estou apenas me atentando aos fatos, e com certeza, todos eles depõem (ferozmente) contra esta “coisa indefinida” dentro da Sétima Arte, que merece um ilustríssimo “sim” em resposta a pergunta título desta resenha. A fita em questão tenta seguir a onda (já criticável) de um “Todo Mundo em Pânico”, parodiando uma lista incontável de películas sortidas (em comum, diria que cada uma delas foi bem sucedida nas bilheterias…). Entretanto, o fiapo de trama (que evoca o “fim do mundo” via “homenagem” ao gênero catástrofe) mal se dá ao trabalho de encaixar (de forma minimamente coerentemente) tantas referências distintas, reunidas a esmo e sem nenhuma – repito, NENHUMA – piada decente que as justifique. Em momento algum, devo acrescentar.

Tudo é jogado nas telas (amadoramente) de maneira anárquica e completamente sem graça, insultando o prezado público com uma malfadada colagem (rápida) de pequenas inserções estúpidas (estas, risíveis, no pior sentido da palavra) que se sucedem erradicamente sem qualquer nexo ou senso de ridículo (aka inteligência). Num humor absurdamente inexistente, imbecil (desculpem o palavreado, neste caso, perfeitamente justificável) e incapaz de gerar risadas que não sejam as provocadas por escárnio ou repúdio da platéia. Por mais incrível que possa parecer, apesar de ser “considerada” uma comédia, “A Liga da Injustiça” consegue a proeza de não arrancar UM sorriso sequer dos expectadores, isso, durante seus longos (absurdamente longos) 90 minutos (de puro sofrimento, posso afiançar). Recorde histórico que dificilmente será sobrepujado tão cedo (desconsiderando um eventual “Disaster Movie 2”).

“Escrito e dirigido” (bem entre aspas) por Jason Friedberg e Aaron Seltzer (os mesmos de “Espartalhões” e “Deu a Louca em Hollywood”), a dupla é “totalmente excelente” no trabalho de produzir algo frontalmente questionável sob todos os aspectos artísticos e profissionais existentes na indústria cultural. Ambos, inclusive, se socorrem usando de Carmen Elektra (musa deles) e outras beldades desconhecidas para “conseguir agradar” o público-alvo masculino, formado majoritariamente por adolescentes babões que adoram assistir este tipo de “porcariada acéfala” (a cena onde duas delas lutam no ringue é disfarce para fazer o corpo das moças se moverem, claro, pornograficamente).

Demonstrando, assim, um notável “talento narrativo” capaz de nos pulverizar o suficiente para concatenarmos alguns questionamentos importantes no fétido “the end”: o que poderia motivar alguém (em sã consciência) a filmar – e depois lançar – uma “bomba” tão clamorosa? Com a palavra, os ilustres responsáveis por este clamoroso (e perigoso) “desrespeito ao consumidor”.

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