Maratona de Animes Vol. VIII – Sessão DVD’s: “Final Fantasy Advent Children”

FILME: Final Fantasy VII Advent Children (Final Fantasy VII Advent Children) Japão, 2005 – Animação/Ficção Científica  – 101 min. Resenha de Carlos Campos para o site “Claquete Virtual”, 2008.

Divulgação

A principio, expectadores desatentos (e desconhecedores do significado da sigla “FF” nas diversões eletrônicas) podem estranhar o “VII” anexado ao longa animado “Final Fantasy VII Advent Children”. O número não significa que este seja o sétimo filme da série, como equivocadamente poderiam imaginar. De fato, este anime se trata de uma continuação, mas uma continuação direta de “Final Fantasy VII”, o jogo, lançado em 1997 para o primeiro videogame da linha Playstation. Desfeita a confusão, fica evidente que o apelo desta esperada produção se concentra nos amantes da peça original, que marcou época e mudou a cara dos RPG’s nos consoles caseiros durante a “Era 32-Bits”.

Portanto, é extremamente necessário conhecer – de antemão – cada esquina deste universo fantástico para, então, apreciar seu pronto retorno em “Advent Children”. O DVD em questão até tenta ajeitar a casa, disponibilizando de cara o especial intitulado “Reminiscências de Final Fantasy VII”, um apanhado de vinte e tantos minutos (editados diretamente das telas do game) que conta toda a história transcorrida nos quatros CDs jogáveis do consagrado título da Square. Mas mesmo assim, o “resumão” serve mais para reavivar a memória daqueles que debulharam a citada jogatina do que para instruir gente alheia numa história tão complexa – e cheia de desdobramentos – dos quais os iniciantes que pularam a fase do joystick vão entender patavina. A abertura da película até reforça alguns prontos, através de uma narração que antecede os créditos e o início da aventura propriamente. Todavia, apesar da lúdica tentaviva de esclarecimento, poucos conseguirão acompanhar a quantidade absurda de nomes e situações despejadas sem qualquer conhecimento prévio.

Independente deste “defeito”, qualquer um, seja ou não pleno conhecedor de “Final Fantasy”, poderá se jogar (sem medo ou arrependimento) na espetacular computação gráfica aplicada ao longa-metragem. De visuais arrojados e dinâmicos, “AC” ao menos garante a pirotecnia, exigindo dos acompanhantes olhos rápidos e necessariamente atentos para acompanhar seus movimentos e ações absurdamente vertiginosas. Que levam a CG e suas liberdades filmísticas a patamares altíssimos de adrenalina estilizada. Tudo isso extrapolado pelo design arrojado adotado pelos diretores Tetsuya Nomura e Takeshi Nozue. Dois profissionais de farto gabarito no franchise (Tetsuya é o criador-tutor da linha “Kingdom Hearts”, uma bem-sucedida união entre a comentada thirdparty japonesa e a Disney, já Takeshi foi o articulador responsável por centenas de vídeos, ao longo de dezenas de projetos dentro da Square-Enix).

Usando de suas experiências nos videogames, a dupla recheou o conto com referências que farão a alegria dos fãs ardorosos (isso, sem se esquecer de Bahamut!), encaixando, por exemplo, a música que sempre rolava a cada vitória (lá no jogo) num engraçadíssimo toque de telefone. Sem contar os constantes vislumbres de Aerith, capazes de arrancar algumas lágrimas dos gamemaníacos mais sensibilizados por sua presença, os mesmos que choraram sua perda no momento mais marcante de “Final Fantasy VII”, que se despedira, numa virada abissal na trama, de sua estimada protagonista feminina, sem qualquer misericórdia. Detalhes que apenas comprovam a especificidade do presente material, que como salientado acima, cresce na proporção em que seus interessados igualmente crescem no “nível de apego” com relação a cada um destes cultuados personagens, tão saudosos e devidamente recriados pela linguagem cinematográfica. Mesmo que alguns deles apareçam muito pouco em detrimento a outros… Algo compensado pela presença – obrigatória – do compositor Nobuo Uematsu, figurinha carimbada em qualquer FF.

Ah, vale lembrar que o produto logo ganhará uma “edição completa” para o futuro lançamento em Blu-ray, com cenas inéditas e outras curiosidades capazes de esvaziar rapidamente os bolsos daqueles que já costumam compram – compulsoriamente – qualquer coisa relacionada a Chocobos ou Moogles.

Extras

Localizados no segundo disco, os adendos de “Final Fantasy VII Advent Children” se distribuem por trailers (do filme e dos jogos relacionados), cenas excluídas (na verdade, diversas pequenas passagens que foram ripadas da edição final), a prévia exibida em Veneza (na íntegra) e o generoso making off, devidamente legendado e elaborado para destrinchar seu conteúdo.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Críticas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s