Os dois primeiros episódios da série animada “Star Wars – The Clone Wars”: “Ambush” e “Rising Malevolence”

SERIADO: Star Wars – The Clone Wars (Star Wars – The Clone Wars) EUA, 2008 – Animação/Fantasia/Ficção Científica – aprox. 22 min cada. Crítica de Carlos Campos para o site “Claquete Virtual”, 2008.

Divulgação

As Guerras Clônicas recomeçaram! Ao menos para os expectadores da Cartoon Network norte-americana… “The Clone Wars”, o mais novo produto ligado a marca “Star Wars”, estreou no hemisfério norte com a exibição – especial – dos dois primeiros episódios, “Ambush” e “Rising Malevolence”, em continuidade ao recente filme animado – lançado nos cinemas e disponível em DVD no início de novembro. Contudo, apesar da atração estar programada para chegar ao Brasil apensas em 2009, jedimaníacos brazucas poderão curtí-la sem ter que pestanejar por tantos meses, uma vez que os capítulos estarão disponíveis para compra on-line no iTunes, logo depois da pronta exibição nas telinhas gringas. Ou seja, as duas primeiras partes da “temporada” já estão acessíveis para download. Assim sendo, vamos conferir se o desenho consegue, enfim, honrar a tradição de “Guerra nas Estrelas” ou aumentar (ainda mais) o descontentamento dos fãs desgostosos com os rumos dados pelo criador (e aqui, produtor-executivo) George Lucas para a tal “galáxia muito, muito distante”.

Diferente da chiadeira provocada pelo longa homônimo, “Clone Wars” se torna especialmente agradável de se ver na telinha – até pelos mesmos motivos que alavancaram as críticas durante o lançamento cinematográfico. O título foi planejado para a TV e sua rápida passagem pelos cinemas escancarava justamente esta lamentável “falha comercial” – que obviamente não tem qualquer importância agora que a produção encontra-se em seu verdadeiro “formato”. Extremamente bonito, o (agora) écran televisivo – digitalmente preenchido pelo 3D – proporciona um espetáculo visual vistoso e muito superior aos concorrentes no mercado, frutos da competência técnica da Lucasfilm Animation, empresa criada especialmente para o desenvolvimento deste projeto “independente” (bancado integralmente pelo bolso de Mr. Lucas). Num ritmo bastante dinâmico, cada (curto) episódio despeja muito da conhecida fórmula aventureira das antigas “Matinês de Sábado” (os “precursores” dos seriados atuais, que inspiraram “Star Wars” até mesmo nas estranhas locuções que abrem cada sessão de “Clone Wars”). Tudo resumido em capítulos semanais de menos de meia-hora, sem qualquer embromação (e privilegiando a ação, portanto).

Em “Ambush”, o 1º episódio, Mestre Yoda precisa lutar contra Asajj Ventress e suas forças separatistas para garantir certo acordo estratégico com um dos planetas que (até então) se mantiveram neutros no conflito galáctico. Visitando uma linda Lua tomada por florestas de corais, o general Jedi – acompanhado de seus soldados clones – precisa provar porque é o membro mais forte e respeitado na Ordem, enfrentando todos os desafios que lhe são colocados, com valente galhardia. Centrado em Yoda, essa “abertura” mostra muito do potencial de “Clone Wars” dentro das possibilidades abertas pelo “Universo Expandido”, contudo, pena que sua “Força” motriz se relativiza pelo excessivo tom humorístico conferido aos patéticos dróids da Federação de Comércio – abobalhados até nos momentos onde poderiam se tornar uma real ameaça.

Já em “Rising Malevalonce“, o 2º episódio, os andróides “do mal” estão menos “engraçadinhos”, assumindo o teor sério/sombrio do capítulo, que coloca os sobreviventes da – destroçada – fragata comandada pelo Mestre Plo Koon a deriva numa cápsula salva-vidas – e a espera de um improvável resgate, este, impossibilitado pela mesma “ameaça” que quase os destruiu. Com Anakin e sua Padawan, Ahsoka, voltando ao foco principal, “Malevalonce” também apresenta Grievous (de “A Vingança dos Sith”) no bojo desta “Guerras” em computação gráfica. Além de inventar uma “poderosa arma secreta” pros vilões comandados por Conde Dookan, algo que deverá ecoar por ademais desdobramentos, dando continuidade ao desfecho deste aparente arco introdutório.

Interessantes e bem realizados, ambos, “Ambush” e “Rising Malevalence” são suficientemente capazes de despertar o interesse dos telespectadores – isso, sem precisar tirar qualquer “super trunfo” da carteira ou entregar o jogo. Quase como se avisassem: “o melhor ainda está por vir”. Superiores (mesmo que levemente) ao longa-metragem que os precede, o derivado televisivo, por enquanto, passa longe das bobagens “Jar-Jar-Binkianas” e ganha (inclusive) fôlego para atrair um público mais velho do que apontado pelo seu (aparente) direcionamento infanto-juvenil. Resta torcermos para que os vindouros episódios possam (ao menos) sustentar esse ritmo e/ou (quem sabe) aprimorá-lo – gradativamente – até o ranking Jedi de qualidade.

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