Criando uma ilha da fantasia

FILME: A Ilha da Imaginação (Nim’s Island) EUA, 2008 – Aventura/Fantasia/Infantil – 96 min. Matéria de Carlos Campos para o site “Claquete Virtual”, 2008.

Divulgação

Há muito tempo que a Walden Media é carimbada em fantasias deliberadamente infanto-juvenis, especialmente, as baseadas em best-sellers fantásticos. Da cinesérie “Crônicas de Nárnia” (numa parceria com a Disney) até o recente “Viagem ao Centro da Terra 3D”, foram inúmeras adaptações para as telonas do cinema, ganhando notória experiência – e por conseqüência, natural credibilidade – na hora de bancar as propostas que chegam (frescas) as mãos da prolífera Companhia. Como a idealizada pela produtora Paula Mazur, que trazia embaixo do braço um curiosíssimo título da escritora Wendy Orr: “A Ilha da Imaginação” (ou simplesmente “Nim’s Island” no original, lançado em 2002), obra encontrada (por acaso) em seus passeios costumeiros à biblioteca de Santa Mônica na Califórnia. “Achei a história central muito bela e bem escrita, com personagens fortes – o pai, a filha e uma autora que estão destinados a se encontrarem – assim, imediatamente pensei: ‘Adoraria ver isso transcrito num filme’”, revela Mazur, naquele momento, ainda sem saber se os “direitos” para tanto estariam disponíveis.

Rapidamente, os realizadores chamaram (correndo) uma dupla para tecer o roteiro preliminar. Os mesmos que, futuramente, dirigiriam a película em conjunto. Os felizardos foram o casal responsável pelo belo “ABC do Amor” (2005), Mark Levin e Jennifer Flackett. “Trabalhamos juntos para recriar esse lugar incrível e sua belíssima narrativa, refletindo a visão presente no romance de Wendy Orr”, conta Levin, um dos co-autores desta singela empreitada. Película, que logo chamou a atenção (inclusive) de uma leitora ilustre, para (grata) surpresa de todos os envolvidos. “Geralmente não se associa o nome ‘Jodie Foster’ com este tipo de longa, mas ela realmente queria participar, e é, certamente, uma das maiores atrizes atualmente vivas”, assume Paula, obviamente, contente com a inesperada aquisição da ganhadora do Oscar por “Silêncio dos Inocentes” (em 1991) e “Acusados” (de 1888). Ela ficou visivelmente encantada pelos primeiros rascunhos da historieta elaborada. “É um belo conto que inspira garotas – ou garotos – a encarar aventuras e realmente vivenciar o mundo”, opina a veterana atriz.

Foster, que no tempo vago também é uma mãe super dedicada, encontrou outra “motivação profissional” durante a preparação preliminar para o longa-metragem, coincidentemente ou não, achando (acidentalmente) um “sinal” na lista de leitura do filho mais velho. “Pegamos a lista e eu falei: ‘Meu Deus, é A Ilha de Nim!’ Então, lemos o livro juntos e depois relemos para seu irmão mais novo, o que foi adorável”, relembra orgulhosa. Fato que emocionou a escritora do citado exemplar: “Saber que meu trabalho ajudou ao filho de Jodie Foster adquirir um gosto pela leitura foi muito especial pra mim”, derrete-se. “Isso deu novo significado a ela interpretando Alexandra”, finaliza Wendy, comentando sobre Alex Rover, a mulher vivida por Jodie, impecavelmente. “Claro que ela superou nossas melhores expectativas”, fala Mazur, agradecida pelos rumos de “A Ilha da Imaginação” com esta artista tão excepcional.

“Sua essência fala de pessoas querendo criar um elo – um pai tentando voltar para casa, para sua filhinha, uma menina que tenta pedir ajuda a seu herói na hora da dificuldade. E uma escritora que tenta interagir com o mundo e com a pessoa que sempre quis ser”, sintetiza Levin, revelando (no embalo) outras duas peças fundamentais para a elaborada co-relação do trio principal. O biólogo encarnado por Gerard Butler (de “300”) e a filha interpretada pela carismática Abigail Breslin (do independente “Pequena Miss Sunshine”). “Gerard realmente nos inspirou a convidá-lo para dois papéis”, intercede o cineasta, revelando a duplicidade de atuação do astro (numa atípica dupla jornada), encarando também o aventureiro fictício das tramas escritas por Rover. “Tê-lo como pai e – simultaneamente – na pele do ícone literário da mesma garota, mostrou-se bastante apropriado. Ele tem a habilidade e o carisma de poder fazer jus as personas, mostrando como eles são lados da mesma moeda. Isso realmente acentua a qualidade literária do produto”, segue contando. “Também adoramos o fato de haver esta forte tradição nos ‘clássicos’. Em ‘Peter Pan’, exemplarmente, um ator freqüentemente interpretava tanto o pai de Wendy quanto o Capitão Gancho”, compara o filmmaker.

Independente do elenco repleto de personalidades respeitadíssimas, boa parte das figuras que aparecem nesta “Ilha”, logicamente, sequer são humanas. Obrigando um cuidado extra na seleção dos animais que participariam – ativamente – das gravações. “O mais difícil para os leões-marinhos, por exemplo, é que eles eram acostumados a trabalhar sempre muito próximo de seus treinadores, entretanto, precisariam ficar a certa distância deles durante as várias filmagens, o que não foi nada fácil”, explica Katie Brock, uma das tratadoras destas talentosas criaturas. “Quando Wendy veio ao set e os conheceu, começou a chorar”, lembra a treinadora. “Ela disse: ‘Não acredito que vocês realmente deram vida aos bichinhos. Nunca sonhei que leões-marinhos pudessem realmente fazer o que escrevi no livro’”, conta Katie, feliz com os resultados de tanto esforço desprendido para concretizar tamanha façanha. Em todos os aspectos na concepção da imaginativa ilhota paradisíaca. “Acho que as pessoas sentirão que não é como nenhum local em que já tenham estado antes – é uma experiência totalmente diferente”, palpita Mark Levin. Longe de errar em seu certeiro prognóstico.

Fonte: Universal Pictures

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