A ascensão do Surfista Prateado

FILME: Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (Fantastic Four. Rise of the Silver Surfer) EUA, 2007 – Ação/Aventura – 92 min.

 

DivulgaçãoExiste uma mensagem subentendida no nome deste filme. Este é, igualmente, o segundo longa-metragem do Quarteto e também o primeiro estrelado pelo Surfista. Ambos dividem o título (com a mesma importância) e a atenção do expectador em uma produção mista. Que entrega para os “Quatro Fantásticos” uma adaptação cinematográfica muito superior à primeira aventura e apresenta ao público um herói que tem tudo para ganhar (futuramente) sua própria seqüência.

Dirigido por Tim Story (o mesmo de “Táxi”), “Quarteto Fantástico 2” é uma evolução natural se comparado com o longa anterior. Como em “Homem-Aranha 2” e “X-Men 2”, diga-se de passagem. A Marvel tem um histórico de sempre acertar com o “segundo capítulo”, tornando-os (claramente) melhor acabados. Essas obras não carregam o peso de contar a história de origem – são dotadas de um orçamento muito maior – e podem se esquivar dos erros, aprendendo com os equívocos cometidos no primeiro. Seguindo essa escrita, Story, que não é dos mais talentosos, consegue resolver vários dos problemas (como a falta de ação e a inconsistente direção) de quando a saga debutou nos cinemas.

Aqui, a mistura de comédia e ação é mais equilibrada, como nas HQs. Os novos e competentes efeitos especiais (providenciados pela Weta Workshop, a mesma de “O Senhor dos Anéis”) garantem maior dinamismo e impacto para as cenas de heroísmo. Permitindo que os personagens usem de seus poderes da mesma forma como agem (livremente) nos quadrinhos. Proporcionando um material muito mais fiel à proposta idealizada por Stan Lee, criador do grupo (uma sitcom só que com super-heróis). Provendo, enfim, o tratamento que esta “fantástica” família tanto merecia. Tal fidelidade, por exemplo, entrega uma divertida aparição do próprio Lee (como ele mesmo!) no casamento de Reed e Sue Richards, assim como ocorrera nos gibis.

Com isto, o próprio elenco parece estar mais à vontade. O quarteto formado pelo Sr. Fantástico (Ioan Gruffud), Mulher Invisível (Jessica Alba, cada vez mais bonita), Tocha-Humana (Chris Evans, que recentemente esteve em “Sunshine”) e o Coisa (Michael Chiklis), convence muito mais no trabalho atual do que com as atuações da película passada. Algo valorizado pela adição de peso do Surfista (com o corpo de Doug Jones e a voz de Laurence Fishburn), que não fica devendo em nada à sua contraparte quadrinizada (pra alegria do nerd que vive em cada um de nós) e ainda deixa um saudável gostinho de “quero mais” quando o filme acaba.

A lamentar (apenas) o fato do longa terminar muito rápido (são miseráveis 90 minutos de diversão) e dar uma escorregada no final. Quando deixa de lado a oportunidade de mostrar Galactus em sua (real) forma (humanóide). Não que o retrato do “devorador de mundos” destoe totalmente de sua proposta, mas sem sua presença física é como se estivesse faltando a cereja em cima do bolo. Um detalhe que faz uma diferença enorme, principalmente para quem já se acostumou a vê-lo enfrentando o Quarteto. Fica apenas a promessa de vermos mestre a arauto novamente (em um filme só deles) e a esperança de que a nuvem que usaram para retratá-lo seja daquelas bem passageiras, realmente.

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